#Verde2017: O legado da maior conferência de sustentabilidade do Brasil
A Conferência Internacional Verde 2017 foi um divisor de águas para o mercado de construção sustentável no Brasil. Realizada em São Paulo, a edição deste ano bateu recordes de público e apresentou cases que se tornariam referência nos anos seguintes. Para quem atua com paisagismo corporativo, infraestrutura verde e design biofílico, o evento funcionou como um termômetro do que viria a ser exigido pelo mercado imobiliário e corporativo. Neste artigo, exploramos os principais legados do Verde 2017 e sua influência no setor de jardins verticais e fachadas verdes.
O que foi a Conferência Verde 2017?
O evento "Verde" se consolidou como o maior encontro de sustentabilidade, construção civil e arquitetura da América Latina. A edição de 2017 destacou-se por sua abordagem prática, conectando conceitos como ESG (Environmental, Social and Governance) a aplicações reais em empreendimentos. Palestrantes internacionais e nacionais debateram desde políticas públicas de resiliência climática até a especificação de materiais de baixo carbono. Para profissionais de arquitetura, um dos maiores takeaways foi a certificação WELL, que coloca o bem-estar humano no centro do projeto, diretamente ligada ao conceito de biofilia.
Além das palestras, a feira de negócios apresentou inovações em materiais sustentáveis, sistemas construtivos verdes e tecnologias para eficiência energética. O networking de alto nível permitiu que empresas como a Vertical Garden se conectassem diretamente com tomadores de decisão dos maiores escritórios de arquitetura e incorporadoras do país, fortalecendo a posição do jardim vertical como solução estratégica para empreendimentos corporativos de alto padrão.
Principais tendências apresentadas
Diversas tendências que moldaram o mercado nos anos seguintes foram amplamente debatidas durante a conferência. Separamos as principais:
- Biofilia como estratégia de negócio: O design biofílico deixou de ser uma tendência estética e passou a ser tratado como métrica de produtividade e saúde ocupacional. Empresas como Google e Microsoft já apresentavam casos de uso no exterior, e o Verde 2017 foi o palco para a difusão desses conceitos no Brasil. A demanda por jardins verticais internos e fachadas verdes cresceu exponencialmente a partir desse momento.
- Certificações LEED e WELL: O mercado brasileiro viu uma aceleração na busca por certificações ambientais. As palestras mostraram que edifícios certificados valorizam mais no longo prazo, têm custos operacionais reduzidos e atraem inquilinos de maior qualidade. A biofilia, materializada em jardins verticais, é um dos créditos mais buscados para a certificação WELL.
- Infraestrutura Verde: Telhados verdes, jardins verticais e sistemas de drenagem sustentável foram temas de destaque. Ficou claro que a infraestrutura verde não é um custo, mas um investimento com retorno comprovado em eficiência energética, conforto térmico e acústico, e gestão de águas pluviais.
- Economia Circular e Materiais de Baixo Impacto: O debate sobre o ciclo de vida dos materiais de construção ganhou força, com ênfase em produtos modulares, de baixo carbono e com maior vida útil. Sistemas de parede verde com substratos sustentáveis e estruturas recicláveis foram apresentados como alternativa viável para o futuro da construção civil.
Impacto no Mercado de Jardins Verticais
Para o segmento de jardins verticais, o Verde 2017 foi um catalisador definitivo. Antes visto por muitos como um elemento puramente decorativo, o jardim vertical passou a ser reconhecido como um ativo de infraestrutura verde com benefícios técnicos mensuráveis. A conferência ajudou a educar o mercado sobre isolamento acústico proporcionado por paredes verdes, redução significativa da ilha de calor urbana, purificação do ar interno e aumento do valor patrimonial dos imóveis.
Empresas especializadas, como a Vertical Garden, que já atuavam com soluções em jardins verticais naturais, preservados e artificiais, observaram uma mudança qualitativa no perfil dos clientes pós-evento. Incorporadoras e grandes escritórios passaram a incluir o paisagismo vertical não como um "plus", mas como item obrigatório nos briefings de novos projetos. O legado do Verde 2017, nesse sentido, foi posicionar o verde como parte integrante e indispensável da arquitetura contemporânea brasileira.
Perguntas Frequentes sobre o Verde 2017
- O que foi o evento Verde 2017?
- Foi a maior conferência de sustentabilidade do Brasil naquele ano, focada em construção civil, arquitetura e políticas verdes. Aconteceu em São Paulo e reuniu milhares de profissionais do setor para discutir inovações e tendências do mercado sustentável.
- O evento ainda acontece nos dias de hoje?
- Sim, a conferência "Verde" continua sendo um marco anual no calendário de sustentabilidade do Brasil, evoluindo seus temas a cada edição para incluir as últimas novidades em ESG, construção sustentável, biofilia e arquitetura regenerativa.
- Qual foi a influência do Verde 2017 para os jardins verticais?
- O evento foi fundamental para posicionar o jardim vertical como uma solução de infraestrutura verde, indo além da estética. Ele impulsionou a adoção de fachadas verdes em projetos corporativos e residenciais de alto padrão, educando o mercado sobre os benefícios técnicos e econômicos da solução.
- Como o design biofílico se conecta com o Verde 2017?
- O Verde 2017 foi um dos primeiros grandes eventos a mainstreamizar o termo "biofilia" no mercado imobiliário brasileiro. As palestras conectaram a necessidade de ambientes naturais em escritórios e residências com métricas concretas de produtividade, bem-estar e retenção de talentos.
Conclusão
O legado do Verde 2017 é inegável para o mercado de arquitetura e construção sustentável no Brasil. Ele ajudou a construir a ponte definitiva entre a intenção sustentável e a prática profissional no país. Para a Vertical Garden e nossos clientes, as discussões e tendências lançadas naquela conferência se materializam hoje em projetos reais que integram natureza e arquitetura de forma estratégica e rentável. Revisitar este marco nos ajuda a entender o quanto o setor avançou e o quanto ainda podemos crescer na direção de um futuro mais verde, produtivo e biofílico para as cidades brasileiras.