O termo “greenwashing” – ou “maquiagem verde”, em português – é utilizado para descrever práticas de marketing ou relações públicas que criam uma falsa percepção de responsabilidade ambiental, enquanto as ações reais da empresa não condizem com o discurso.

Empresas que praticam greenwashing geralmente investem mais em comunicar supostas ações sustentáveis do que em implementar mudanças reais em seus processos.

Os riscos do greenwashing para as empresas são sérios: multas, danos à reputação, perda de credibilidade no mercado, boicote de consumidores e até processos judiciais.

Para o mercado corporativo, compreender o greenwashing é essencial para evitar armadilhas de marketing e construir uma estratégia de sustentabilidade genuína.

O que é greenwashing?

Greenwashing é uma estratégia de comunicação enganosa que visa apresentar uma empresa ou produto como ambientalmente responsável, sem que haja comprometimento real com a sustentabilidade.

O termo surgiu nos anos 1980, quando ativistas perceberam que grandes corporações utilizavam discursos ecológicos para desviar a atenção de impactos negativos reais. Desde então, a prática se sofisticou e hoje está presente em diversos setores.

No Brasil, o greenwashing tem sido alvo de fiscalização por órgãos como o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC).

Principais tipos de greenwashing

Especialistas identificam cinco modalidades comuns de greenwashing que toda empresa deve conhecer:

  1. Rótulos e selos falsos – algumas empresas criam seus próprios selos verdes para dar credibilidade a produtos que não possuem certificações reais.
  2. Exagero em atributos ambientais – destacar um único atributo sustentável enquanto ignora outros impactos negativos significativos.
  3. Ausência de provas – afirmar ações sustentáveis sem fornecer dados ou evidências verificáveis.
  4. Irrelevância – destacar uma ação ambiental que é obrigatória por lei, como se fosse um diferencial.
  5. Menor dos males – comparar-se a concorrentes ainda piores, desviando a atenção da própria falta de sustentabilidade.

Riscos legais e de mercado

Empresas flagradas em greenwashing enfrentam consequências severas. Na União Europeia, a diretiva EU 2024/825 tipifica o greenwashing como prática comercial desleal, sujeita a multas de até 4% do faturamento anual. No Brasil, o CONAR já puniu casos de propaganda enganosa com greenwashing, determinando a suspensão de campanhas e a aplicação de multas.

Além do aspecto legal, o greenwashing gera desconfiança entre consumidores e investidores. Relatórios da consultoria Nielsen mostram que 73% dos consumidores brasileiros deixariam de comprar de uma empresa que consideram não confiável em relação à sustentabilidade.

Como evitar o greenwashing na sua empresa

Para construir uma estratégia de sustentabilidade autêntica, siga estas recomendações:

  • Seja transparente – divulgue com clareza seus objetivos, métricas e resultados, incluindo desafios e áreas que precisam de melhoria.
  • Busque certificações reconhecidas – opte por selos como ISO 14001, LEED, Certificação Carbono Neutro ou GBC Brasil, que possuem auditoria independente.
  • Invista em mudanças reais – direcione recursos para redução de emissões, economia circular, uso consciente de recursos e engajamento da cadeia de valor.
  • Comunique com dados – toda alegação ambiental deve ser acompanhada de dados mensuráveis e verificáveis por terceiros.
  • Eduque sua equipe – todos os colaboradores, especialmente marketing e comunicação, devem entender o que é greenwashing e como evitá-lo.

O papel dos jardins verticais na sustentabilidade genuína

Na Vertical Garden, acreditamos que ações concretas falam mais alto que discursos. Nossos jardins verticais contribuem para a compensação ambiental, melhoria da qualidade do ar, redução da ilha de calor e bem-estar nos ambientes corporativos – e todos esses benefícios são mensurados e comunicados com transparência aos nossos clientes.

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