Paisagismo em escritório no pós-Covid19 deve ser ativo estratégico

20 de jan. de 2025 | por Grupo VG

Após a pandemia de Covid-19, o escritório — seja corporativo, profissional ou empresarial — morreu? A resposta é não. Ele apenas se transformou. E, nessa transformação, o paisagismo em escritório ganhou ainda mais relevância enquanto ativo estratégico de negócio, saúde e bem-estar, além de alavanca de produtividade. É exatamente esta a tese defendida pelo arquiteto e urbanista Daniel F. (Grupo VG): “O que eu percebo nos meus projetos é que as empresas estão entendendo que não dá mais para tratar a área verde como enfeite. O paisagismo em escritório precisa ser pensado como ativo estratégico — assim como uma ação de ESG, um investimento em retenção de talento e até mesmo um diferencial competitivo.”

Paisagismo em escritório: plantas em ambiente corporativo

O profissional, que atende empresas de diferentes portes e setores, destaca que, antes da pandemia, o verde nos escritórios era visto como item decorativo. “Hoje, a liderança já entende que a presença de plantas impacta diretamente na saúde mental, na redução de estresse e no aumento da concentração. O funcionário quer voltar para um espaço que acolhe, que respira.”

Um estudo da Universidade de Harvard, citado por Daniel, aponta que ambientes com elementos naturais podem aumentar a capacidade cognitiva dos colaboradores em até 26%. “Não é só estética. É performance. As pessoas produzem mais e melhor quando estão conectadas com a natureza, mesmo que dentro de um edifício de concreto.”

Benefícios do paisagismo corporativo

  • Saúde e bem-estar: Plantas melhoram a qualidade do ar, regulam a umidade e reduzem a proliferação de fungos e bactérias.
  • Produtividade: Ambientes verdes estimulam a criatividade e a concentração.
  • Retenção de talentos: Escritórios com áreas verdes são mais atrativos para colaboradores que valorizam qualidade de vida.
  • ESG: O paisagismo corporativo contribui para metas ambientais (carbono neutro, biodiversidade) e sociais (bem-estar dos colaboradores).
  • Marca empregadora: Um escritório verde fortalece a imagem da empresa perante clientes e parceiros.

Como integrar o paisagismo ao escritório pós-pandemia?

Daniel sugere que o paisagismo seja inserido de forma integrada ao projeto arquitetônico, e não como um elemento posterior. “O ideal é que o arquiteto e o paisagista trabalhem juntos desde o início. Assim, é possível planejar jardins verticais, vasos autoirrigáveis, floreiras de fachada e até mesmo pequenas hortas internas.”

Ele também recomenda o uso de espécies adaptadas ao ambiente interno, como samambaias, jiboias, lírios-da-paz e espada-de-são-jorge, que exigem baixa manutenção e se desenvolvem bem com iluminação artificial.

Tendências para 2025

Segundo Daniel, as principais tendências para o paisagismo corporativo em 2025 incluem:

  1. Jardins verticais automatizados com sistemas de irrigação inteligente.
  2. Uso de plantas nativas da Mata Atlântica para reforçar a identidade local.
  3. Espaços de coexistência com áreas verdes integradas a mobiliário ergonômico.
  4. Biofilia como pilar do design de interiores corporativo.
  5. Certificações como WELL e Fitwel, que valorizam ambientes saudáveis.
“O escritório do futuro não é aquele com mais tecnologia, mas aquele que consegue equilibrar tecnologia com natureza. O paisagismo em escritório é a ponte para esse equilíbrio.” — Daniel F., arquiteto e urbanista.

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